Vigilância Epidemiológica: Objetivos

Objetivos da vigilância epidemiológica

A Vigilância Epidemiológica tem como principal objetivo a obtenção contínua e oportuna de conhecimentos acerca dos componentes envolvidos com as condições de saúde e a ocorrência de doenças, visando oferecer apoio aos programas de prevenção, tanto no controle como na erradicação de doenças.


Formas de obtenção de dados


Para obter as informações necessárias ao programa de vigilância epidemiológica podem ser utilizados diferentes tipos de vigilância, dependendo da forma de obtenção dos dados adotada:


I - Vigilância passiva: nesta modalidade de vigilância epidemiológica a sistemática operacional do programa apóia-se em informações relativas à ocorrência de doenças ou de episódios afins, com propósitos de obter dados relativos à situação sanitária dos rebanhos da correspondente área. Nesse caso, as informações referentes a ocorrências de doenças ou outros atributos são trazidas até a Agência de Defesa Agropecuária por meio de relatos voluntários dos proprietários dos rebanhos, de comerciantes e de outros membros da comunidade, inclusive de médicos veterinários. Entre os recursos utilizados na vigilância passiva as notificações são de extrema importância.


Notificação: a informação relativa à suspeita de ocorrência de anormalidades sanitárias é essencial e deverá ser prontamente investigada, comprovada no local e, quando indicado, confirmada pelos exames laboratoriais. Entretanto, esta atividade pode encontrar resistências e dificuldades relevantes, particularmente quando a comunidade não está, ainda, devidamente preparada para o papel que lhe cabe no sistema. Portanto, o proprietário de rebanhos, bem como qualquer outro membro da comunidade, tem um papel fundamental no controle dessas doenças, sendo importante que os mesmos informem aos técnicos da ADAPI a ocorrência de qualquer suspeita de doença dos animais de seu rebanho.

A tarefa da notificação deve ser extremamente facilitada, de tal forma que os instrumentos sejam simples e seu encaminhamento esteja ao alcance de todos. Esse mesmo mecanismo deve ser suficientemente ágil no sentido inverso, ou seja, de informar os participantes do sistema acerca do andamento das atividades e da evolução do programa.


II - Vigilância ativa: é configurada como uma atividade permanente, freqüente, intensiva e que tem como propósito estabelecer a presença ou ausência de uma doença específica.

Consiste na busca ativa, pelas equipes do sistema de defesa sanitária animal, da presença ou de evidências relativas à existência de atributos indicativos de anormalidades sanitárias como: inapetência, dificuldade para ingerir alimentos ou água, dificuldade de locomoção, febre, claudicação, emaciação, tosse, dispnéia, corrimento nasal, lacrimejo, sialorréia, diarréia, descontrole urinário, excretas anormais, baixa produtividade, presença de indivíduos reagentes ao diagnóstico sorológico, etc...

A chave para o sucesso no manejo de doenças epidêmicas, em populações animais, é a sua detecção precoce. Se a doença for detectada bem no início da fase de desenvolvimento da epidemia, torna possível a adoção de medidas capazes de detê-la ou mesmo eliminá-la antes que ela possa efetivamente acarretar os danos usuais.

Portanto, a vigilância epidemiológica é uma atividade compartilhada entre a comunidade e a Agência de Defesa Agropecuária, sendo que cada um desempenha um papel único e extremamente importante para que possa haver um bom desenvolvimento desta atividade.




SIAPEC/ADAPI
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